terça-feira, 28 de agosto de 2007

Web 2.0: Tecnologia para o Desenvolvimento Social

A Internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas.

Basta prestar atenção para o que a Internet realmente é. Não é difícil. A Internet não é mecânica quântica. Olhando de perto, nem é ciência de 6a. série. Podemos acabar com a tragédia dos erros repetitivos nos nossos tempos - e economizar cifras significativas em decisões irrelevantes - se lembrarmos de um simples fato: a Internet é um mundo de pontas. Você está numa ponta, e todos os outros, e todo o resto, estão nas outras pontas.

A idéia por trás da Internet, desde o início, foi aproveitar a força espantosa da simplicidade - tão simples quanto a gravidade no mundo real. Mas em vez de ajuntar pedrinhas pequenas em volta de uma pedra enorme, a Internet foi projetada para ajuntar redes pequenas, convertendo-as numa rede única, enorme.

O jeito de fazer isso é facilitar ao máximo o envio e recepção de dados de uma rede para outra. Assim, a Internet foi projetada para ser o modo mais simples concebível para mover bits de qualquer A para qualquer B.

Web 2.0: Tecnologia para o Desenvolvimento Social

"Uma rede é um conjunto de nós interconectados. A formação de redes é uma prática humana muito antiga, mas as redes ganharam vida nova em nosso tempo transformando-se em redes de informação energizadas pela Internet. As redes têm vantagens extraordinárias como ferramentas de organização em virtude de sua flexibilidade e adaptação, características essenciais para sobreviver e prosperar num ambiente em rápida mutação. É por isso que as redes estão proliferando em todos os domínios da economia e da sociedade..."

CASTELLS, Manuel - "A Galáxia da Internet", 2003, p7


A Internet não é uma coisa, é um acordo.

Quando olhamos para um poste, vemos redes como fios. E vemos estes fios como parte de sistemas: o sistema telefônico, o sistema de energia elétrica, o sistema de TV a cabo.

Mas a Internet é diferente. Não é apenas fiação. Não é apenas um sistema. E não é uma fonte de programação.

A Internet é um modo que permite a todas coisas que se chamam redes coexistirem e trabalharem em conjunto. É uma Inter-net (entre-rede), literalmente.

O que faz a "Net" ser "Inter" é o fato que ela é apenas um protocolo - o protocolo Internet (IP - "Internet Protocol"), para ser mais preciso. Um protocolo é um acordo sobre como fazer coisas funcionarem em conjunto.

Este protocolo não especifica o que as pessoas podem fazer com a rede, o que podem construir na sua periferia, o que podem dizer, ou quem pode dizer. O protocolo simplesmente diz: se você quer trocar bits com outros, é assim que se faz. Se você quer conectar um computador - ou um celular ou uma geladeira - à internet, você tem que aceitar o acordo que é a Internet.

Veja o Mapa da Internet:




A Internet é "burra".

A Internet, por outro lado, é "burra". De propósito. Seus projetistas quiseram que a maior e mais genérica rede de todas fosse estúpida como uma caixa cheia de pedras.

A Internet não sabe muitas coisas que uma rede esperta como a rede telefônica sabe: identidades, permissões, prioridades, etc. A Internet sabe apenas uma coisa: esse pacote de bits tem que ser transportado de uma ponta da rede para outra.

Há motivos técnicos para a "burrice" ser considerada um bom projeto. A "burrice" é robusta. Se um roteador quebra, pacotes são conduzidos por outras rotas, o que quer dizer que a rede fica de pé. Graças à sua "burrice", a Internet aceita dispositivos novos e gente nova, e por isso cresce rapidamente e em todas as direções. Também é fácil aos projetistas inserirem acesso à Internet em aparelhos novos - filmadoras, telefones, irrigadores de jardim - que vivem na periferia da Internet.

Ninguém pode ser dono da Internet, mesmo as empresas por cujos "fios" ela passa, porque é um acordo, não uma coisa. A Internet não só está no domínio público, ela é um domínio público.

Contudo, hoje apenas uma fração da população mundial - pouco mais de 600 milhões de pessoas - está conectada à Internet. Dados do IBGE e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (2006) indicam números importantes sobre os locais onde a população brasileira tem acesso a rede. Segundo a pesquisa, apenas 33,3% da população já acessaram, ao menos uma vez, a Internet. Desse total, 40,4% acessam da própria casa e outros 16,1% da casa de um amigo/familiar; 24,4% do local de trabalho; a escola é o local de acesso para 15,5%. Os locais de acesso pago (lan house) são opções de uso para 30,1% e centrais públicas de acesso (telecentro) para 3,5%.

Então - "podem" na frase "todos podem usá-la" - se sujeita às variações miseráveis da sorte. Mas, se você tem condições financeiras suficiente para ter uma conexão e um dispositivo que se conecta, a Internet em si não impõe obstáculos à sua participação. Você não precisa de um administrador de sistemas que se digne deixá-lo participar.
Exemplo de trabalho e desenvolvimento em rede:

O movimento do software livre é expressão autêntica desse potencial da rede e o grande modelo para a consolidação de soluções compartilhadas diante de questões complexas, a partir da interação multi-étnica, multinacional e multicultural.
O Gnu/Linux está baseado nos esforços de mais de 400 mil desenvolvedores espalhados pelos 5 continentes e por mais de 90 países.



Segundo sociólogo Sérgio Amadeu,

"O movimento de software livre é a maior expressão da imaginação dissidente de uma sociedade que busca mais do que a sua mercantilização. Trata-se de um movimento baseado no princípio do compartilhamento do conhecimento e na solidariedade praticada pela inteligência coletiva conectada na rede mundial de computadores."



Prodigy IBM Linux



A Internet é uma rede de pessoas: é a geração "C"



Rede mundial de computadores

Uma rede de computadores consiste de 2 ou mais computadores e outros dispositivos ligados entre si e compartilhando dados, impressoras, trocando mensagens (e-mails), etc. Internet é um exemplo de Rede. Existem várias formas e recursos de vários equipamentos que podem ser interligados e compartilhados, mediante meios de acesso, protocolos e requisitos de segurança.
árvore estrela mala completa

A Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados pelo Protocolo de Internet que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. A Internet é a principal das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs). Ao contrário do que normalmente se pensa, Internet não é sinónimo de World Wide Web. Esta é parte daquela, sendo a WWW, que utiliza hipermídia na formação básica, um dos muitos serviços oferecidos na Internet. De acordo com dados de março de 2007, a Internet é usada por 16,9% da população mundial (em torno de 1,1 bilhão de pessoas).

IP é um acrónimo para a expressão inglesa "Internet Protocol" (ou Protocolo de Internet), que é um protocolo usado entre duas máquinas em rede para encaminhamento dos dados.

HTTP é a sigla em língua inglesa de HyperText Transfer Protocol (Protocolo de Transferência de Hipertexto), um protocolo da camada de Aplicação do modelo OSI - Open Systems Interconnection ou Interconexão de Sistemas Abertos. OSI é um conjunto de padrões relativos à comunicação utilizado para transferência de dados na rede mundial de computadores, a World Wide Web. Também transfere dados de imagens, sons, textos...



Entenda melhor como funciona o trafego de pacotes de dados na Internet:

Creative Commons e Cultura Livre

Uma das principais características do direito autoral "clássico" é que ele funciona como um grande "NÃO!". Isto quer dizer que para utilizar qualquer conteúdo, é necessário pedir permissão ao seu autor ou titular de direitos.

O que é o Creative Commons?

O Creative Commons é um novo sistema, construído com a lei atual de direitos autorais, que possibilita a você compartilhar suas criações com outros e utilizar música, filmes, imagens, e textos online que estejam marcados com uma licença Creative Commons.

É também um organização sem fins lucrativos dedicada a expandir a quantidade de trabalho criativo, para que outros possam legalmente partilhar e criar trabalhos com base em outros.

O projeto disponibiliza diversas licenças livres que os detentores dos direitos de autor podem utilizar quando lançam os seus trabalhos na internet. O projeto Creative Commons é coordenado no Brasil pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro.
Atualmente, mais de 30 países já possuem as licenças Creative Commons totalmente adaptadas às legislações locais, incluindo França, Alemanha, Itália.

Quais são os tipos de licenças?

Todas as nossas licenças requerem que seja dado crédito (atribuição) ao autor, da forma por eles especificada.

Existem várias Licenças Creative Commons, entre elas podemos citar:

Noncommercial: Uso Não Comercial. Você permite que outras pessoas copiem, distribuam e executem sua obra – e as obras derivadas criadas a partir dela – mas somente para fins não comerciais.

No Derivative Works: Não à Obras Derivadas.
Você permite que outras pessoas copiem, distribuam e executem somente cópias exatas da sua obra, mas não obras derivadas.

Exemplo: Sara licencia a gravação de sua música com uma licença Não à Obras Derivadas. João deseja cortar uma faixa da música de Sara e incluí-la em sua própria obra, remixando-a e criando uma obra totalmente nova. João não pode fazer isso sem autorização de Sara.

Share Alike: Compartilhamento pela mesma Licença.
Você pode permitir que outras pessoas distribuam obras derivadas somente sob uma licença idêntica à licença que rege sua obra.

Exemplo: A fotografia de Gustavo é licenciada sob as condições de Uso Não Comercial e Compartilhamento pela mesma Licença. Camila é uma artista amadora de colagem. Ela usa a fotografia de Gustavo em uma de suas colagens. A condição do Compartilhamento pela mesma Licença exige que Camila disponibilize sua colagem com uma licença Uso Não Comercial plus- Compartilhamento pela mesma Licença. Esta condição faz com que Camila disponibilize sua obra a todas as pessoas sob os mesmos termos com os quais Gustavo disponibilizou a ela.

Entenda melhor, veja a animação disponível no website do Creative Commons.

Onde usar Licenças Creative Commons:

Muitas pessoas estão disponibilizando seus trabalhos, conteúdos digitais, como músicas, fotos, animações, textos em seus websites pessoais, nos Blogs. Nestas páginas pessoais você encontra uma grande quantidade de conteúdo digital de qualidade prontos para serem compartilhados.

Exemplos de inciativas sob Licenças Creative Commons:

O maior site compartilhamento de fotos da internet ganhou sua versão em português. Com mais de um trilhão de imagens e mais de 24 milhões de usuários ativos, o Flickr é, de fato, a maior ferramenta online de compartilhamento de fotos da internet. Muitos usuários do Flickr disponibilizam seus trabalhos sob licenças Creative Commons.

O Overmundo tenta atacar os problemas da circulação da informação e da produção e incentivar uma forma de reflexão sobre esses problemas. Não é uma revista, não é um banco de dados, não é a solução. É um laboratório aberto de criação de ferramentas para as pessoas utilizarem.

O InfoWester é um site sobre informática que oferece aos seus usuários artigos explicativos sobre tecnologias relacionadas à computação, assim como tutoriais, dicas, colunas de opinião e notícias referentes aos mesmos assuntos.

O "Portal Domínio Público", lançado em novembro de 2004 (com um acervo inicial de 500 obras), propõe o compartilhamento de conhecimentos, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores - Internet - uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.

As licenças da maioria dos software são elaboradas para suprimir sua liberdade de compartilhá-los e modificá-los. A Licença Pública Geral do GNU, ao contrário, visa garantir sua liberdade de compartilhar e modificar softwares livres para assegurar que o software seja livre para todos os seus usuários.

Freerecords: uma gravadora e produtora Creative Commons.

O Jamendo, é um site sobre música livre. Tem quase 500 discos livres para serem baixados e utilizados sob licença Creative Commons.

Para quem quiser, músicas do Gerador Zero livres para download e remix, também sob licenças Creative Commons.

O Futuro é Livre!
Creative Commons - Remix Cultural.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

OOXML Será Votado Hoje na ABNT

Abra este post numa guia exclusiva de seu browser e prepare-se para recarregá-lo durante o dia.

Vou ficar atualizando aqui os detalhes da reunião de hoje na ABNT, que vai decidir se o Brasil é SIM favorável ao Microsoft Office Open XML, ou se vai dizer NÃO porque prefere usar bons padrões abertos como o ODF.

O resultado de hoje definirá a posição oficial do Brasil na reunião mundial da ISO, para tornar o MooX um padrão aberto ou não.

Hoje, o SIM é ruim para a comunidade livre. É o NÃO que buscamos.

Há uma chance de o dia de hoje levar o Brasil a se abster. Isso potencializa duplamente os outros votos SIM e NÃO na ISO, mas acima de tudo colocaria o Brasil numa posição indefinida, vergonhosa na minha opinião, para uma questão tão importante. A abstenção é o destino de uma reunião que não entrará em consenso.

Foi uma manhã leve.

Na saida do intervalo, encontrei um velho amigo de uma empresa chamada Programmer’s. Perguntei qual seria seu voto. Ele respondeu que na opinião dele, quanto mais padrão melhor, ainda mais se é um padrão já muito usado. Isso é um total equívoco porque praticamente ninguém usa o OOXML ainda por ser extremamente novo.

Mas a Microsoft tem “vendido” o OOXML como um formato já antigo, na verdade como um formato de compatibilidade com os documentos legados do Microsoft Office. Como assim? Se só pra começar, um é puramente binário e o outro é XML zipado? Não há absolutamente nenhuma compatiblidade entre os dois formatos.

  • 12:03. Terminada a leitura dos comentários. Assuntos mais polêmicos como propriedade intelectual e reinvenção da roda em várias subespecificações como DrawingML versus SVG, MathML e outros ficarão para a tarde. Decide-se voltar as 13:15.
  • 11:18. Decide-se ler comentário por comentário.
  • 11:10. Gebara conta como foi o processo de coleta de comentários, centrado num Wiki e com reuniões presenciais em SP, RJ e BSB, onde mais de 200 comentários foram consolidados em 48. Explicou também como é o template de documento da ISO para receber comentários de normas.
  • 11:05. Cesar Taurion pede para citar quem participou do GT2. A partir da Parte 4, mais de 200 comentários foram postados no Wiki. UNESP, Celepar, Banco do Brasil, Serpro, Correios, ODF Alliance, IBM, Sun, 4Linux, Red Hat.
  • 11:04. Fernando Gebara da Microsoft toma o microfone e se prepara para mostrar a lista de comentários a especificação.
  • 11:03. Marcia Cristina da ABNT contou que sempre, inclusive questões polêmicas, acabam em consenso. Quero ver como esta vai terminar.
  • 11:00. Pessoas começaram a pedir para cumprirem a agenda, e começar a revisar as objeções a especificação OOXML.
  • 10:50. Ainda com o Eugênio ao microfone, Dave do Serpro pediu a palavra para lembrar como a ISO define consenso. O voto será SIM ou NÃO se houver um conseso geral para isso.
  • 10:20. Sala lotada. Eugênio da ABNT abre a reunião dizendo que o papel da instituição é ser neutra e somente tocar o processo. Esclarece também alguns pontos questionados pelo Jomar sobre o que é voto “sim com comentários” e “não com comentários”, etc. Esclareceu também outros detalhes do processo da ISO. Contou também que é o maior quorum de uma reunião na ABNT. Ressaltou novamente que é a ABNT não tomou nenhum partido.
  • 9:45. Fila para entrar. Sala se enchendo rápido. Pessoas na reunião: Jomar Silva da ODF Alliance, Marcelo Marques da 4Linux, Marisa do Serpro, Corinto Meffe e outros do ITI, Bimbo da Red Hat, IBGE, outras pessoas do governo, BrOffice.org, estudantes da UNESP (provavelmente os que mais se aprofundaram na especificação do MooX), Cesar Brod, Pedro Rezende da Rede Livre, e várias pessoas com mochilas e bolsas de eventos da Microsoft.
Fonte: http://avi.alkalay.net/2007/08/abnt-ooxml-odf.html

Identidade Cultural

A identidade cultural é um sistema de representação das relações entre indivíduos e grupos, que envolve o compartilhamento de patrimônios comuns como a língua, a religião, as artes, o trabalho, os esportes, as festas, entre outros. É um processo dinâmico, de construção continuada, que se alimenta de várias fontes no tempo e no espaço.

Fraternidade

A fraternidade é um conceito filosófico profundamente ligado às idéias de Liberdade e Igualdade e com os quais forma o tripé que caracterizou grande parte do pensamento revolucionário francês. Vale lembrar que dos três, foi o único que não esteve no lema Iluminista, que era "Liberdade, Igualdade, Progresso".
A idéia de fraternidade estabelece que o homem, enquanto animal político, fez uma escolha consciente pela vida em sociedade e para tal estabelece com seus semelhantes uma relação de igualdade, visto que em essência não há nada que hierarquicamente os diferencie: são como irmãos (fraternos). Este conceito é a peça-chave para a plena configuração da cidadania entre os homens, pois, por princípio, todos os homens são iguais. De uma certa forma, a fraternidade não é independente da liberdade e da igualdade, pois para que cada uma efetivamente se manifeste é preciso que as demais sejam válidas.

Fonte: wikipedia: enciclopédia livre

Ilha das Flores

O documentário “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado produzido em 1989, é de uma rara profundidade que exprime toda a banalização a que foi submetida o ser humano, por mais racional que este seja. Um ácido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho. A lamentável condição de sub-existência dos habitantes da Ilha das Flores deixa as pessoas pasmas. A idéia do curta-metragem é mostrar o absurdo desta situação. Seres humanos que, numa escala de prioridade, estão depois dos porcos. Mulheres e crianças que, num tempo determinado de cinco minutos, garantem na sobra dos porcos (que por sua vez, alimentam-se da sobra de outros seres humanos com condições financeiras de escolher o alimento) sua alimentação diária.
Fonte: Cabeça de Doido

Mudança cultural planejada

Há muito tempo que sabemos das dificuldades que são esperadas ao se promover a inovação em qualquer setor, lugar ou época. Surge primeiro a questão de recursos, depois a carência de tempo, adiante a falta de patrocínio político, de participação, de planejamento... enfim tudo isso, quer nesta ordem ou em outra, passam pelo checklist de obstáculos a ultrapassar em projetos inovadores.

Um fator que, apesar de também sabido e esperado, é colocado quase como uma desculpa caso o projeto esteja vertendo água é o cultural. Diz-se que o público-alvo não estava preparado, que estamos além de nosso tempo, que os paradigmas atuais estão cristalizados, que deve demorar anos para que seja absorvido e coisas assim.

Mas então, como é que se faz ? Como inovar sem provocar a mudança cultural ? Fomos preparados para absorver tão rapidamente a tecnologia ou a informação que recebemos nos últimos dez anos (ou nos últimos seis meses) ?

Pergunto isso porque acabei de assistir duas peças publicitárias de governo eletrônico que, ao meu ver, buscam preparar o ambiente de mudança cultural em face das novas tecnologias de relacionamento e transação governo cidadão.

A primeira delas vem da Bélgica, divulgando seu portal e as facilidades que o governo eletrônico proporciona aos moradores daquele país, assista:


segunda peça vem da Coréia, que usa o carismático personagem animado Pororo, um tipo de Turma da Mônica lá deles, para falar da facilidade e comodidade dos serviços públicos eletrônicos, aí vai:

Fonte: iGovBrasil

EPIC 2015 e o futuro da internet

Sócrates

Acredita-se que Sócrates, em grego Σωκράτης, Sōkrátēs, (470 a.C. - 399 a.C.) foi um filósofo ateniense e um dos mais importantes ícones da tradição filosófica ocidental e um dos fundadores da atual Filosofia Ocidental. A fonte mais importante de informação sobre Sócrates é Platão (Alguns filósofos afirmam só se poder falar de Sócrates como um personagem de Platão, por ele nunca ter deixando nada escrito de sua própria autoria.). Os diálogos de Platão retratam Sócrates como professor que se recusa a ter discípulos, e um homem piedoso que foi executado por causa da conveniência de seu próprio Estado. Sócrates não acreditava nos prazeres dos sentidos, todavia se interessava pela beleza. Dedicava-se à educação dos cidadãos de Atenas, mas era indiferente em relação a seus próprios filhos.

Fonte: Wikipedia: enciclopédia livre

Tecnologia ou Metodologia?

Essa é uma boa pergunta? Visto que hoje é muito comum acusar o computador pelas notas baixas de jovens alunos da rede pública de educação.
Segundo Paulo Freire: "O que se ensina é a relação entre as coisas e não a coisa em si."